K-Hand, ‘a lenda do techno de Detroit’, morre aos 56 anos

A veterana do techno foi elogiada por “suas habilidades em uma indústria dominada por homens”.

A lenda do techno de Detroit K-Hand, cujo nome verdadeiro é Kelli Hand, morreu nesta terça-feira (3), confirmaram amigos próximos da DJ. A causa da morte ainda não foi divulgada, relata o The Guardian.

Nativa de Detroit, Hand foi nomeada a “Primeira Dama” de sua cidade natal pelo conselho da cidade em 2017. O título foi um reconhecimento da presença pioneira de Hand como produtora e DJ negra na cena dance music local dominada por homens.

Na década de 1980, Hand começou a fazer breves viagens a Nova York, onde absorveu a música em clubs como o Paradise Garage. Durante suas visitas, ela estocou vinil e acabou comprando seus próprios toca-discos. Pouco depois, ela começou a discotecar em seu quarto antes de tocar publicamente em Detroit.

Em 1990, Hand lançou a UK House Records, que mais tarde foi rebatizada de Acacia Records (em homenagem a uma rua em Detroit). No mesmo ano, ela lançou Think About It, seu primeiro EP como K-Hand (um nome que ela escolheu por sua ambiguidade de gênero). Em 1995, o primeiro álbum completo de Hand On a Journey chegou, seguido por seis álbuns de estúdio ao longo de sua carreira. Hand continuou a tocar sets ao vivo e lançar discos até 2020, colaborando com artistas como Jeff Mills, Robert Hood, Mike Banks e outros. Hand foi uma campeã de longa data de mídia física, sempre preferindo trabalhar com hardware e LPs. “Se você pode ser DJ de vinil, você pode ser DJ de qualquer coisa”, disse ela à Mixmag em 2018.

[Via The Guardian]

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