EXPO E-Music & Art reúne profissionais e entusiastas da música eletrônica para discutir o mercado

Com o lema “Onde o mercado da música eletrônica acontece”, a EXPO E-Music & Art estreou no calendário de eventos da cena eletrônica sendo a primeira conferência presencial sobre o tema no pós-pandemia. Realizado no dia 25 de novembro na Audio, em São Paulo, o evento contou com mais de 350 participantes que presenciaram 12 painéis sobre a retomada aquecida das festas e festivais no país, além de temas essenciais da indústria.

A primeira edição da EXPO E-Music & Art foi realizada pela Agência Today e pela Play BPM, abrigando showcases dos selos Cactunes Records e Todayland, com apresentação de mais de 20 DJs e produtores, além de palestras com mais de 50 grandes players da cena eletrônica, seguidas de uma festa de encerramento comandada por Eli Iwasa, Renato Ratier, Dre Guazzelli, DJ Glen, FFlora, Galucci e HPDR.

Silvio Conchon, um dos produtores da Afterlife e Circoloco, e Madu, da Entourage Conteúdo Artístico, mediados por Victor Flosi, da E-Music Relations, iniciaram os painéis falando sobre os Festivais Internacionais que chegam ao Brasil e as dificuldades para elaboração dos line-ups com relação às diferenças monetárias e de agenda. Tais assuntos também foram abordados no painel Bookings, mediado por Amanda Nakao, da Nova/Entourage, que contou com a expertise de Paul Manzon, da Plusnetwork; Denise Klein, da Entourage; Pedro Lima, da BOX Talents; Priscila Prestes, da Alliance Artists e Bruna Covella da D. Agency.

Complementando o tema e ainda soltando spoilers sobre as festas e festivais de 2022, no painel Produtores de Eventos, Du Serena, um dos organizadores da Tribe Festival; Erick Dias, responsável pela XXXperience Festival; Renato Ratier, nome por trás do premiado D-Edge e do estreante Surreal; e Edu Poppo, da BeOn Entertainment, há 20 anos produzindo eventos; comentaram a necessidade de se ter coragem para a profissão, além de ter o amor como combustível. Eles também abordaram as consequências do período pandêmico para o mercado e a expectativa para o próximo ano, importante para o entretenimento musical.

Sobre os Réveillons do Nordeste, Rafa Almeida, um dos organizadores do Réveillon Let’s Pipa; Pedrinho Alcântara, fundador do Réveillon Carneiros; e Pedrinho Braun, da agência Haute e do Réveillon dos Milagres; sob mediação de Jode Seraphim, da We Go Out, consideraram que o Brasil está se tornando o país do réveillon – além do país do carnaval -, e que a data cada vez ganha mais importância no calendário da cena eletrônica, com projetos relevantes para as comunidades locais.

Luis Zagonel, do Warung Beach Club; Fauze Abdouch; do Laroc Club e Ame Club; Octavio Fagundes, do Privilège; e Eli Iwasa, do Caos e Club 88; falaram sobre os Clubes Nacionais, deixando explícito a necessidade de oferecer uma experiência de qualidade para o público em todas as aberturas e que a constância é uma das chaves do sucesso. Eles também relembraram alguns momentos especiais de cada casa.

Imprensa Especializada foi pauta para Rodolfo Reis, da Play BPM; Bruna Antero, da We Go Out; Ana Luiza Cavalcanti, da DJ Mag Brasil; Luiza Serra, da House Mag; e Alan Medeiros, do Alataj; que ressaltaram a importância da valorização do trabalho dos veículos de imprensa especializados em música eletrônica.

Outro tema importante foi debatido no painel Mulheres na Cena, composto por Carola, DJ e produtora; Sarah Correa, manager; Cuca Pimentel, tour manager; Milly Paiva, diretora artística; sob mediação de Lisa Unhlendorff, da M-S Live; que discorreram os desafios de uma indústria majoritariamente masculina, que incluem assédio, diferença salarial e preconceito, bem como os momentos de resiliência e processo de empoderamento que passaram.

Um dos painéis mais aguardados, o de Gravadoras Nacionais, foi mediado por Tiago Melchior, mostrando o árduo trabalho dos selos por trás dos lançamentos de tracks. O público estava atento às falas de Felippe Senne, da HUB Records; Orlando Rodrigues, da CONTROVERSIA; Guilherme Tenenbaum, da Braslive; e Gaba Kamer, da House Mag Records/UP Club Records; sobre como lançar em grandes gravadoras. Este também foi um dos assuntos comentados por DJ Glen, Groove Delight, Dre Guazzelli e FFlora, no painel sobre os DJs de Low BPM.

Psytrance também teve espaço na conferência, contando com a presença de Falabela, da Agência Season; Mauricio K, da Agência DM7; Ekanta, uma das idealizadoras do Universo Paralello; e Pedro Miranda, um dos produtores do Mundo Psicodélico, que falaram sobre a cultura e comunidade envolvida na música. Em seguida, a Universidade de Eventos Digital (UED) listou tudo o que é necessário para os profissionais do mercado, com falas de Luiz Claudio Duarte, Pedro Miranda, Gabriel Turrini e Nayara Flores.

Sob mediação de Lorran Nascimento, Nunu Soares, do AP 46; Bruno Couto, da Flashbang; Fernando Sigma, da Sigma F; e Pedro Pini, da Image Dealers; artistas e profissionais do Audiovisual de Eventos, comentaram sobre o trabalho de captação  e edição de imagens, além da criação de artes e design, elementos importantes do mercado eletrônico.

Foram mais de 12 horas de evento, que possibilitou aos presentes muito aprendizado, networking e, claro, diversão.

EXPO E-Music & Art promete mais uma edição em 2022. Informações sobre data, local e programação serão divulgados nas redes sociais da @eemusicart, mas você já pode realizar o pré-cadastro, clicando aqui.

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