Rosane Amaral, a Dama da Noite Carioca!

Tivemos a honra de bater um papo exclusivo com uma das produtoras de eventos mais renomadas do Brasil, a carioca Rosane Amaral.

Rosane já está neste meio há mais de 20 anos, e conseguiu, com muito trabalho e persistência, levar seu evento para fora do país, além de ter, recentemente, um dos eventos de maior publico na sua história. Vamos saber mais sobre isso?

By Diego Aganetti

Como foi que começou essa história de grande sucesso?

RA: Meu sucesso começou, quando eu vi que minha carreira estava consolidada, e que eu poderia investir em algo mais grandioso, que era o Rio Water Planet. Alugar o maior parque aquático da América Latina, não é para qualquer um não! Principalmente sem nenhum apoio, sem nenhum patrocínio. Foi a RA Produtora que alugou tudo aquilo, e nunca teve patrocínio nenhum. Então foi ali o grande dia, o grande tiro no escuro pra saber no que iria dar. A escolha começou na época do La Isla, pois não cabia todo o público, e tinha que fechar as portas sempre, aí eu tomei coragem em fazer o maior projeto da minha história. Acabou nem sendo o maior, pois o maior foi o Hode Luã, que recentemente colocou quase 10 mil pessoas neste ano. Então o parque aquático foi o grande incentivo, porém o Hode Luã foi um projeto mais complexo, pois o público não estava indo pelo parque, mas sim pelo projeto novo, pela grandiosidade deste projeto que eles gostaram muito mais.

Foto divulgação Instagram

Você sempre foi baladeira ou era mais tranquila? Quais eram os eventos que te deram base de vivência para começar a construir a sua carreira como produtora de sucesso?

RA: Sempre fui baladeira! Nunca consegui ficar em casa todos os dias. Por mim a semana já começava na quarta-feira. Onde eu ia para bar, ou algum restaurante, na casa de amigos. Sempre tinha alguma festa naquela época. Nunca deixava de acontecer. A minha inspiração veio de mim mesma. Pois eu, quando fiz 15 anos de idade, eu fiz uma festa na casa de minha mãe, e foi o maior sucesso. Depois disso, quando eu vi para a Zona Sul, com 17 pra 18 anos. Eu comecei a trabalhar e juntei dinheiro. E sempre fazia festa, na casa de um, na casa de outro. Sempre recolhia um pouquinho de dinheiro em cada festa. Depois eu resolvi fazer uma festa grande, no playground, na casa de um amigo meu, na Zona Sul, que parou a rua inteira. Ali eu comecei a fazer festa, porque eu achava um tédio ir para boate. Sempre achei um tédio, boate, lugares fechados. Aí aluguei um play na Rainha Elizabeth (Copacabana), e a festa bombou tanto, que parou a rua inteira. Aí dali eu comecei, como não tinha lugar pra fazer festas, eu comecei a fazer nas boates, no Rio de Janeiro, na Avenida Atlântica, acredito que naquela época só existiam duas. Depois disso, eu fui tomando gosto, e me juntei a um grupo, que fez a festa da Madonna, quando ela veio pela primeira vez, em 1993. Dali pra cá eu não parei de fazer festas. Fui fazendo, ganhando aqui e perdendo ali. Sempre fui persistente no meu trabalho. Acho que essa é a cereja do bolo. Insistir no que eu amo fazer. Por mais que eu tenha tido outros empregos, eu nem me lembro mais, a única coisa que me vem na cabeça, são as festas. Eu gosto de sair. Eu amo sair. E o Rio não me proporciona muita coisa pra eu sair não. Mas eu gosto de sair muito fora. Sempre que posso, eu viajo, e vou para as baladas fora do país.

Quando você percebeu que estava no auge da noite Carioca? Foi aí que viu que deveria sair da caixinha e ganhar novas cidades pelo Brasil?

RA: Nunca podemos achar que estamos no auge, o aprendizado é diário. A ideia de viajar o país era um sonho antigo, já que todos viajavam pra vir conhecer nosso evento no Rio. Através do tour pude conhecer e aprender muito sobre nosso público e novos formatos que poderíamos levar para outros estados e países.

Você teve dificuldades, como todos têm, mas sendo mulher e homossexual, certamente teve problemas adicionais. Conte um pouquinho sobre esta experiência, e também sobre a sua opinião se essas condições ainda são um pedra no meio do caminho pra você.

RA: Problemas todos passam, o mais importante é como nos posicionamos. Nunca podemos nos colocar na posição de vítima, se você tiver construindo uma história profissional e familiar, tudo supera, e mostra ao mundo que você supera não só as dificuldades, como também se torna maior que os obstáculos.

Levar um evento para fora do país, e torna-lo um sucesso, a ponto de muitos turistas virem para o Brasil sabendo que vão poder curtir as suas festas, não é pra qualquer um. Conte sobre como foi a evolução da sua primeira GIG Internacional até a última que você fez.

RA: As dificuldades de construir um evento fora do país são muitas: idiomas, novos fornecedores, climas diferentes do que estamos acostumados, mas tudo se torna mais fácil quando lembramos do carinho do público que nos levou até ali, aí todas as dificuldades são superadas!

Foto divulgação Instagram

Hoje em dia o que mais tem é festa, não é mesmo!? E a concorrência é muito “pesada” na maioria das vezes. Sabemos que pensar como cliente é o caminho certo para se ganhar o público. Você procura sempre trazer alguma novidade para seu público. Fale um pouco sobre a criação destas novidades e das estratégias para manter o seu público fiel por tantos anos assim.

RA: O cliente é o ponto de partida para nossas reuniões de serviço e pauta pra trazermos novidades que pesquisamos ao longo das viagens que faço pelo mundo.

Foto divulgação Instagram

Queremos saber, se possível, o que o seu público pode esperar de novidade para este ano de 2020?

RA: Estamos cheios de novidades na programação do ano inteiro, aumentamos o número de eventos no final de ano e carnaval, mas posso te adiantar que traremos a cantora Oxa (Ex The Voice Alemanha) pra uma Live inesquecível na pool!

E neste carnaval acontecem as principais festas da RA Produções (Produtora), no Rio de Janeiro. A R:Evolution apresentará a XLSIOR – Poseidon, diretamente de Mykonos, na Grécia (22). No dia seguinte (23), o Faro Beach Club, terá uma grande edição da R:Evolution Beach Club, além disso, a sua tradicional pool party, a The Original Brazilian Pool Party – Egito, acontecerá no Hode Luã (25).

Mais informações: www.ingressocerto.com/revolution-carnaval-2020

Diego Aganetti, mineiro, vivendo em São Paulo, que chegou nos seus 30 anos de idade e teve diversas experiências nos grandes eventos da cena LGBTQIA+. Atualmente voltou para o mercado de produção de eventos, com sua nova marca SIGN.